Na próxima terça-feira, dia 25 de maio de 2010, será aberta no Instituto Cultural Banco Real a XI Exposição de Artes do IMIP, que este ano celebra 50 anos de assistência médica à população carente. A exposição dura até 13 de junho. Participam 75 artistas plásticos. A curadoria é de Pedro Frederico.
Todo ano procuro fazer uma pintura especial para o IMIP. Este ano pintei dois quadros de meninos chupando pitomba. É época de pitomba. Todo dia chegam meninos no sítio onde moro chamando “seu Roberto, o senhor deixa a gente pegar pitomba?” Acho ótimo, pois eu mesmo não tenho coragem para subir em pé algum e adoro chupar pitomba. Só que desta vez pedi como contrapartida que posassem para eu pintá-los.
Pintei Alain Delon, cujo nome deve ter uma escrita adaptada ao idioma brasileiro, por sinal, é de se admirar essa homenagem recente, o menino tem mais ou menos 10 anos, a um ator francês que teve seu auge de sucesso nos anos sessenta e que não tem costume de ser o artista da sessão da tarde na TV globo. O outro menino é Dinho, diminutivo de não sei que nome.
Como estes dois quadros já foram vendidos pelo IMIP antes da inauguração da exposição, pintei mais um. Pedi Natália, sobrinha da minha esposa, para posar. A pose foi bem confortável. Durante as duas sessões de três horas cada, Natália mais dormia do que lia.
domingo, 23 de maio de 2010
a Copa do Mundo 2010
A CEPE, Companhia Editora de Pernambuco, compôs um time de onze artistas plásticos para cada um fazer um trabalho com o tema futebol em comemoração à Copa do Mundo na África do Sul. Os trabalhos serão publicados na revista Continente de junho e serão expostos no Paço Alfândega durante o mês de junho. A abertura da exposição será no sábado 05 de junho ao meio-dia.
Fiz um estudo de meninos jogando bola na estrada de terra próxima ao meu sítio. Queria mostrar o drible habilidoso do menino pequeno.
Na versão definitiva deixei de lado o contexto da pelada, a rua, a barrinha, e enfoquei mais nos jogadores, nos peladeiros. Coloquei o negão mais para o centro do quadro como um primeiro plano escuro, mostrando inclusive o pé com que tenta chutar a bola. Em segundo plano está o menino driblador. Por trás dele vem dois peladeiros maiores correndo.
Exposição Coletiva no Espaço Brennand
No dia 09 de junho próximo será aberta uma exposição coletiva de doze pintores com curadoria de Carlos Trevi no Espaço Brennand no Pina (Av. Domingos Ferreira 1274, lj. 17 e 18), que vai até o dia 07 de agosto de 2010.
Voltei ao tema das "galinhas no terreiro", desta vez aumentando a perspectiva, sugerindo profundidade através do tamanho e da posição na tela das galinhas e suas sombras de final de tarde.
sábado, 22 de maio de 2010
retrato de Stephan
quarta-feira, 31 de março de 2010
Artistas presos num retrato
Continuei com a série de retratos de alguns artistas amigos cuja arte admiro. A pose é de um preso sendo apresentado à imprensa. Procuro captar no retrato a tensão entre revelar-se e esconder-se.
Gil Vicente no seu ateliê
José de Moura
Pedro Frederico
Paisagens e galinhas
Nestes meses de verão pintei algumas cenas do sítio onde moro: paisagens do mato e as galinhas de capoeira que a gente cria.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
o Painel do IMIP
No dia 29 de dezembro de 2009 uma comissão do IMIP foi conferir a pintura do painel no meu atelier provisório no Centro Cultural o Casaraõ na Rua da Santa Cruz, nº 190.
O painel estava praticamente pronto e foi aprovado pelo diretor do IMIP, Antônio Carlos Figueira, pela diretora da Fundação Alice Figueira, Sílvia Rissin e pelos doutores Gilliatt Falbo e Miriam Asfora.
No mês de janeiro de 2010 montamos e emolduramos o painel e o instalamos na Sala de Defesa de Tese no Hospital Pedro II - IMIP.
A fotografia é de Robson Xavier. Confira seu portfolio online: www.robsonxavier.blogspot.com
sábado, 26 de dezembro de 2009
Natal 2009
Em época natalina voltei a pintar um tema que já pintei outras vezes: a sagrada família. Uma cena de um casal com um neném recém-nascido. Através das mãos quero expressar o carinho com que o casal acalenta o neném que está mamando tranquilamente. Maria, José e Jesus. Ou tantos outros nomes de gente feliz da vida com o nascimento do filho.
Pintei duas versões desta vez: uma primeira, menor, onde experimentei com o amarelo e as cores complementares verde e vermelho. Uma segunda versão mais naturalista para a capa do Jornal do Commercio no dia de Natal.
Pintei duas versões desta vez: uma primeira, menor, onde experimentei com o amarelo e as cores complementares verde e vermelho. Uma segunda versão mais naturalista para a capa do Jornal do Commercio no dia de Natal.
sábado, 19 de dezembro de 2009
o Painel do IMIP
Em maio deste ano recebi de Antônio Carlos Figueira, presidente do IMIP, a encomenda de pintar um painel para a sala de defesa de tese no Hospital Pedro II. Chegamos a um consenso que o painel devia expressar o aspecto humanitário da medicina. O tema seria algo como um elogio à vida, um olhar sobre as fases da vida.
Fiz este primeiro estudo de uma jovem mãe com sua filha de cinco meses, Flora e Lis, um elogio à maternidade. Pensei que ela poderia ser a figura central unida ao tronco de uma “árvore da vida” que acolhe em sua sombra várias pessoas. Uma cena que a gente pode ver todos os dias no pátio do IMIP. Plasticamente queria desenvolver esta idéia como o retrato da minha família, que abre este blog e que, com referência a Gauguin, se chama “meu Taití é aqui”.
Aos poucos fui desenhando e pintando todas as figuras com modelos encenando várias posturas. Procurei poses e posturas que expressassem emoções de ternura e amor, algo que considero imprescindível para a cura e para o exercício da medicina também no seu mais alto nível acadêmico.
Fiz este primeiro estudo de uma jovem mãe com sua filha de cinco meses, Flora e Lis, um elogio à maternidade. Pensei que ela poderia ser a figura central unida ao tronco de uma “árvore da vida” que acolhe em sua sombra várias pessoas. Uma cena que a gente pode ver todos os dias no pátio do IMIP. Plasticamente queria desenvolver esta idéia como o retrato da minha família, que abre este blog e que, com referência a Gauguin, se chama “meu Taití é aqui”.
Aos poucos fui desenhando e pintando todas as figuras com modelos encenando várias posturas. Procurei poses e posturas que expressassem emoções de ternura e amor, algo que considero imprescindível para a cura e para o exercício da medicina também no seu mais alto nível acadêmico.
O projeto do painel
Apresentei à diretoria este projeto, medindo 137 x 192, numa escala de 1:4 para o painel final. Várias pessoas deram a sugestão de colocar mais figuras no painel. José Cláudio lembrou o muralismo mexicano com cenas habitadas por muita gente. Teria que ter bastante coisa para se ver.
Pessoalmente pensei que a imagem devia ter mais verticalidade. Aumentando as figuras pelo fator 1,5 poderia criar mais espaço na largura para enriquecer a cena com mais pessoas e na altura para dar mais lugar na tela à árvore. Optei por uma mangueira para ter mais elementos verticais.
Making off
O painel ficará nas medidas totais de 350 x 400 cm, dividido em seis telas. Para poder ver o painel todo enquanto pintava, precisei de um pé direito alto. Recorri ao casarão onde funciona a ONG na qual participo, o Serviço de Promoção Social, na Rua da Santa Cruz na Boa Vista onde tem paredes de 4,5m. de altura.
Neste fim de ano estarei finalizando a pintura do painel. Portanto, não tem ainda uma imagem definitiva. Nem título tem ainda. As fotos dão uma idéia do processo da pintura.
Retrato de Reynaldo Fonseca como preso
Somente hoje tirei uma foto do retrato que pintei de Reynaldo Fonseca no mês de novembro.
De vez em quando visito Reynaldo junto com o amigo Pedro Frederico. Adoro esses encontros em que a gente olha seus quadros pintados recentemente e conversa sobre arte em geral. Tenho muita admiração por sua pintura, pelos desenhos e composições meticulosas, as soluções inventivas, as cores douradas e azuladas, por esse universo próprio de Reynaldo, que me lembra, claro, Vermeer e também Balthus. Aliás é interessante notar como Balthus marca dois grandes pintores pernambucanos, Reynaldo Fonseca e Francisco Brennand.
Admiro também o aspecto operário em Reynaldo, até hoje, aos 85 anos, trabalha de segunda a sábado das 9:00 horas até o final da tarde, pintando em pé, daí as meias Kendall para amenizar as dores das varizes, mal que atinge cirurgiões, barbeiros e pintores.
De vez em quando visito Reynaldo junto com o amigo Pedro Frederico. Adoro esses encontros em que a gente olha seus quadros pintados recentemente e conversa sobre arte em geral. Tenho muita admiração por sua pintura, pelos desenhos e composições meticulosas, as soluções inventivas, as cores douradas e azuladas, por esse universo próprio de Reynaldo, que me lembra, claro, Vermeer e também Balthus. Aliás é interessante notar como Balthus marca dois grandes pintores pernambucanos, Reynaldo Fonseca e Francisco Brennand.
Admiro também o aspecto operário em Reynaldo, até hoje, aos 85 anos, trabalha de segunda a sábado das 9:00 horas até o final da tarde, pintando em pé, daí as meias Kendall para amenizar as dores das varizes, mal que atinge cirurgiões, barbeiros e pintores.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Artistas presos num retrato
Na exposição “Ecce Homo” que realizei na Galeria de Arte Dumaresq em maio de 2007, mostrei seis retratos de pessoas presas sendo apresentadas à imprensa. Coisa que a gente vê diariamente nos jornais. Uma fotografia de alguém que não quer ser fotografado, não quer ser (re)conhecido. O leitor procura ver, o retratado procura esconder-se.
Quis levar essa tensão entre um esconder-se e revelar-se para uma série de retratos de artistas amigos que admiro. Procuro prender, captar o artista, normalmente escondido por trás de sua obra, num retrato que tem certa crueza. Coloca-se a pessoa à força na parede. O procedimento leva a reflexões em torno da relação entre biografia e obra, entre identidade e arte.
Com esta pintura de uma série de retratos de pintores volto até a uma tradição antiga dos séculos XVI e XVII, quando se fazia coleções de pinturas ou gravuras de retratos de pintores da época.
Quis levar essa tensão entre um esconder-se e revelar-se para uma série de retratos de artistas amigos que admiro. Procuro prender, captar o artista, normalmente escondido por trás de sua obra, num retrato que tem certa crueza. Coloca-se a pessoa à força na parede. O procedimento leva a reflexões em torno da relação entre biografia e obra, entre identidade e arte.
Com esta pintura de uma série de retratos de pintores volto até a uma tradição antiga dos séculos XVI e XVII, quando se fazia coleções de pinturas ou gravuras de retratos de pintores da época.
José Cláudio
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