quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Jefferson


Conheço Jefferson desde criança, hoje ele tem 18 anos, é um lutador diante das adversidades da vida. Paraplégico, falante com uma dicção bem explicita.

Marlon



Um retrato bonito de um menino que está entrando na puberdade. Marlon tem um braço defeituoso devido a um erro médico na hora do parto.

João

João está chegando perto dos 60 anos. Não consegue mais trabalho. Trabalhou a vida toda, desde criança e está, digamos, esgotado.Ele faz de tudo na sede da Sociedade do Portador de Deficiência. É muito prestativo. João sempre veste azul. O que me faz lembrar o retrato que Van Gogh pintou em 1888 do carteiro Joseph Roulin. O pintei numa pose em pé e no sol para ressaltar os azuis frente um fundo de cores complementares, ocre e laranja.

João


Cristina

Um retrato pintado numa manhã só. Tem momentos que a pintura flui, que tudo sai bem. Cristina que é paciente psiquiátrica, que normalmente é bem agitada falando sem parar, como se fosse um rádio ligado, estava super calma neste exercício da gente se olhar durante mais de duas horas.

DOM HÉLDER CÂMARA


Fiquei feliz com a encomenda do IMIP de pintar um retrato de Dom Hélder Câmara a ser colocado nas novas instalações do voluntariado do IMIP no restaurado e modernizado Hospital Pedro II. Dom Hélder é patrono do voluntariado que conta com mais de 400 pessoas.
Este ano são comemorados os 100 anos de nascimento de Hélder Câmara e os 10 anos do seu falecimento. A pintura foi para mim uma oportunidade para recordar D. Hélder, figura franzina de um imenso humanismo. Foi através de Dom Hélder que vim para o Brasil há trinta anos para conhecer a caminhada pastoral da Igreja dos Pobres e a teologia que acompanhava e estimulava este processo.
Não quis pintar Dom Hélder palestrando e gesticulando, mas quis retratar ele mesmo velhinho e sorridente, numa postura de quem se aproxima do leito de uma pessoa doente.

Dom Hélder Câmara


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Exposição de Pinturas de Ploeg na Dona Santa/Santo Homem

No dia 15 de julho de 2009 farei uma exposição de pinturas na Dona Santa/Santo Homem em Boa Viagem. São 25 quadros, todos eles óleo sobre tela e quase todos são trabalhos recentes. A temática é doméstica e ao mesmo tempo diversa. Figura, natureza morta, paisagem, tudo em casa. São coisas que gosto de pintar sem grandes conceitos por trás. Se fosse música, a exposição poderia ser chamada "Ploeg Unplugged".

A Colcha de Retalhos

Este quadro figura no convite da exposição.
A colcha de retalhos cerca de cores a moça dormindo vestida de flores.

SMS




Sem Sinal

Queria pintar esses azuis de Dieter
Ruckhaberle, pintor alemão, colorista
maravilhoso, que divide atelier
entre Berlim e João Pessoa.

O Torpedo


Jazz

Um quadro de 2006 de Susana curtindo jazz.
No retângulo horizontal da tela fiz
a composição de um losango
para a música ressoar.

Nu de bruços


Pintado após um quadro de Bardelli

Autorretrato em noite de São João


ROSAS


Um abacate e uma manga rosa

Batatas doces



O Flamboyant



O Cajueiro


O Cajueiro Novo


A estrada do sítio


Galinhas no terreiro


sábado, 9 de maio de 2009

Sexta-Feira Santa

A Sexta-Feira Santa em Pernambuco é bem particular. Comida em abundância, um almoço de coisas típicas como quibebe, feijão, bredo, peixe, purê, tudo preparado com leite de côco. Vinho também em abundância. “O verdadeiro jejum” (Isaias 58) consiste na reunião da família e dos amigos em torno da mesa. Ninguém pode faltar. Há um esforço de avisar e chamar o pessoal como se fosse para o velório de um parente.

Na Via Sacra em Olinda, da qual participo todo ano, continua esse mesmo enredo. Parece o enterro de um conhecido. As antigas irmandades com suas roupas coloridas carregam as imagens. Na frente vai o Senhor Morto seguido por Verônica, pela mãe Maria e pelo discípulo amado João. Um velho carro de som dá volume às rezas e cânticos de um frade franciscano e o povo vai acompanhando pelas ruas da cidade alta, rezando, conversando, chupando pitomba. Até algodão doce é vendido. Não tem essa história de distinção de sagrado e profano. É um sentimento só. Vamos enterrar um conhecido, Jesus de Nazaré.

a Via Sacra em Olinda




terça-feira, 31 de março de 2009

Retratos institucionais

Em 2007 e 2008 pintei alguns retratos institucionais. São retratos que precisam obedecer alguns parâmetros como, por exemplo, tamanho, técnica, composição, pose da pessoa retratada e iluminação, para que sejam integrados, de maneira harmoniosa, em galeria já existente ou num ambiente específico. Pintei os retratos de Otávio Correa de Araújo e Miguel Arraes de Alencar para a galeria dos governadores no Palácio das Princesas.
Para a nova sala do Conselho do IMIP que será instalada no antigo Hospital Pedro II (em fase de restauração), pintei os retratos dos ex-diretores: professor Fernando Figueira, Bertoldo Kruse Grande de Arruda, Carlos Figueira e Raul Cunha Neto. Estes três últimos posaram pacientemente no meu atelier.
Para os demais retratos dispôs de fotografias cedidas pela família.

Miguel Arraes de Alencar - óleo sobre tela 75 x 60 cm. 2007


Octávio Correa de Araújo - óleo sobre tela 75 x 60 cm. 2007


Professor Fernando Figueira - óleo sobre tela 75 x 60 cm. 2008


Bertoldo Kruse Grande de Arruda - óleo sobre tela 75 x 60 cm. 2008


Carlos Figueira - óleo sobre tela 75 x 60cm. 2008


Raul Cunha Neto - óleo sobre tela 75 x 60 cm. 2008


Professor Fernando Figueira - óleo sobre tela 180 x 90 cm. 2008


Retrato do professor Fernando Figueira de figura inteira para a sala da superintendência do IMIP.

Professor Fernando Figueira - óleo sobre tela 120 x 80cm 2008


O professor Fernando Figueira frente à fachada do IMIP. O firmamento de estrelas nos azulejos representa as tantas outras pessoas que fizeram e fazem acontecer o IMIP.

Outros retratos

Como exemplo de outros retratos que pintei neste mesmo período com mais liberdade de criação, mostro o pintor Mané Tatú e a poetisa Déborah Brennand.

Mané Tatu - óleo sobre tela 120 x 80 cm. 2007


Retrato de Deborah Brennand - óleo sobre tela 80 x 60 cm. 2008


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Olinda Arte em toda Parte

Do dia 04 a 14 de dezembro acontece a 8ª edição do evento Olinda Arte em toda Parte. Participo este ano com exposição no restaurante e galeria Maison do Bomfim. Para tanto mudei mais uma vez a composição da minha exposição que já inaugurou no dia 07 de outubro passado com uma série de naturezas mortas. Agora são pinturas de figura humana, 18 telas em total, na maioria pinturas recentes e alguns trabalhos "antigos".
Veja aí as imagens.

Meus pais 219 x 140,5 óleo s/tela

A Bóia 110 x 100 óleo s/linho

A Menina e o Mar 110 x 65 óleo s/tela

Moça com Sargaço 110 x 65 óleo s/tela

A Espera 90 x 70 óleo s/tela

Dado à luz 30 x35 óleo s/tela

Retrato de Mery 35 x 30,5 óleo s/tela

Após Cézanne 60 x 45 óleo s/tela

Dorso após Derain 60 x 50 óleo s/tela

Colcha de retalhos 50 x 60 óleo s/linho

Durante o mês de novembro me reuni durante 12 tardes com o violoncelista Luis Carlos Ribeiro no meu atelier. Luis Carlos tocando e eu pintando. Cinco quadros foram o resultado. São ensaios ou tentativas de captar não só o músico mas também a música. Difícil. Inspiração foi um retrato do celista Pablo Casals feito por Oskar Kokoschka em 1954, no qual cor e música vibram juntos.

Título: retrato de Pablo Casals por Oskar Kokoschka (1954)

Roberto pintando Luis Carlos

O celista 51 x 60,5

o celista Luis Carlos Ribeiro 30 x 39,5

O violoncelista 120 x 105

O celista Luis Carlos Ribeiro